quinta-feira, 3 de março de 2011

São Paulo

Caminharei pelas ruas de São Paulo
irei aos seus teatros
visitarei os seus museus
comerei na Liberdade
beberei no Bixiga
como tenho saudade das ruas de São Paulo
da diversidade cultural
da possibilidade...
A técnica é a restrição da liberdade da palavra. A expressão deve se libertar da moral e navegar na ética do afeto.

Deita da BR!!!

Adoro a poesia do cancioneiro popular brasileiro. “Deita na BR!!!" Esses artistas são cronistas, que abordam em suas músicas o cotidiano, e a experiência humana em sua diversidade e complexidade, mesmo que não seja esse o seu objetivo. As pessoas falam de sua experiência, ou da experiência do outro, retratam uma sociedade marcada pela disputa e pelo consumo. Essa experiência compartilhada nos ajuda a entender a sociedade e os valores, sobretudo contribui para naturalizar e reforçar os valores dominantes.

democracia


O ocidente acha que seu modelo civilizatório é o que há de mais avançado no mundo e na história, não está em questão uma nova sociabilidade, só quando se trta do "mundo dos outros"!!. Viva a democracia do mercado, né?

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A Carta da Morte


Os trinta anos que passaram levaram minha saúde
hoje me sinto velho, vencido.
os sonhos da juventude têm cada um um preço.
não movo esforços na direção da liberdade
não sou agente da ordem, nem da mudança.
são trinta anos, nem muito, nem pouco.
têm homens que vivem mais, e resistem, outros que logo sucumbem.
penso todos os dias na morte, e é tentadora sua presença.
tenho enorme curiosidade para saber o que há, mesmo que não haja nada.

Interpretações - Carta da Morte na cada 2

Tenho tido sonhos estranho, com vários encontros possíveis com a morte.
Talvez seja uma antecipação da imaginação, que resulta do medo, ou talvez seja apenas a curiosidade buscando desvendar essa força incontrolável.
Pensei na "bela morte", mas não sei se quero ser herói, e nem se posso...
Os gregos se preocupavam em levar vida que permitisse que a memória dos feitos de um homem pudesse ser fixada no tempo para nunca mais ser apagada.
Quero apenas uma vida... comum, e que dure o tempo necessário.
Quero uma vida plena de amores, e que eles possam surgir como as estações do ano, diferentes e igualmente importantes para a reprodução de nossa existência.
Quero dias de flores,
Dias de neve,
Dias de sol.
Muita Chuva para lavar a alma.
Amigos para tomar vinho.
E noites intermináveis de prazer.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

"O Mundo Mágico de Escher"

Estava no Centro cultural Banco do Brasil, tentando ver “A Lua Vem da Ásia", peça representada por Chico Diaz, e me deparei com a exposição do Escher.
Uma senhora de quase 70 ano me olha e diz:
- garoto, entra ali, fica em pé, vai você e outra pessoa pra gente poder olhar.
Era uma caixa incrível, um jogo de ilusão a partir da perspectiva. Formas incríveis por dentro e por fora.
Varias pessoas olhando as outras que entravam no jogo de ficar grande e pequeno. por fora as pessoas caiam em buracos inexistentes e registravam tudo em suas máquinas fotográficas. meu primeiro contato com o "ilusionista" holandês foi com a imagem de duas mãos que se faziam.

Senti-me parte da arte dele, interagindo com sua obra, meio como autor, meio objeto, assim como as duas mãos que se fazem...