Acordamos todos os dias, e encontramos pessoas conhecidas, pessoas desconhecidas, realizamos encontro diverso e variados. Nos sentimos sozinho, nos sentimos plenos. nossa vida é cheia de mudanças.
O encontro com o mundo nos possibilita um turbilhão de sentimentos. Muitos sentidos, Muitos significados. estamos comunicando, e sendo comunicados a todo instante.
levantamos todos os dias procurando felicidade, isso nos mantém vivos, e realizando coisas.
Quando nos é humanamente impossível acreditar que podemos ser felizes, somos vencidos pelas dificuldades, pela máquina irracional da vida contemporânea. angustia, vazio, solidão, desconfiança são temas recorrentes, são sentimentos que embotam o espírito humano, e que nos distancia.
O que faremos? O que o destino nos reserva? Em geral não temos respostas, mas é sempre bom perguntarmos, pois é uma forma de lutar, de não nos entregar. Sonhar é preciso, mas não basta sonhar, não basta acreditar. temos que nos mover no mundo. não podemos ficar presos a empregos, e lugares que não nos dizem nada, ficamos paralisados sonhando como seria se decidissimos , ou se fizéssemos outra coisa pra viver. Só experimentando podemos sentir, é na vida que se vive. Não sabemos o que há antes, ou depois da vida. o que temos em nossas mãos é o que podemos fazer, mais que isso eu não sei.
quinta-feira, 4 de março de 2010
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Funk e lazer são proibidos: Polícia e silêncio na Favela
O estágio atual do desenvolvimento das políticas de repressão pública é marcado pela espetacularização das operações de controle social. A Lei Seca, as invasões policiais em áreas faveladas, ou o Choque de Ordem, são faces visíveis de uma política da repressão espetacularizada. Essas iniciativas nos mostram que a punição e a repressão se tornaram temas de grande apelo midiático. Encontramos constantemente nas paginas da imprensa marrom matérias com chamadas e formas de escrever jocosas sobre o tema da violência, mesma forma que vemos em programas como o Balanço Geral, apresentado pelo Deputado Estadual Wagner Montes. Uma forma brutal de lidar com um tema tão sério. Há uma desvalorização da vida dos que tombam com a violência generalizada. Uma naturalização da morte, pela superexposição e pela brincadeira. Não podemos colocar esse poder todo na mídia, mas não podemos negar o incrível poder dessas maquinas de subjetivação.
Essas políticas impõem uma maneira determinada de nos relacionar com o espaço público. Disciplina-nos dentro de um modo de vida, que atende as demandas atuais do capital, pois a grande fábrica fordista e suas formas de controle estão falidas, os trabalhadores estão dispensados, a produtividade e a acumulação do capital são marcadas pela flexibilidade. O Exército de desempregados e de subempregados precisa ser disciplinado em outros espaços.
A proibição dos bailes está dentro do contexto das políticas de intervenção e controle do estado sobre a vida privada, nos espaços populares. É necessário controlar os pobres. Nem todo circo é possível, apenas alguns. De preferência formas que levem as pessoas ao isolamento, ao interior dos barracos. Essa lógica contribui para a construção de modo de vida imobilizado, silenciado.
A perseguição/criminalização é um processo que tende a ampliar em quantidade e em qualidade. Estamos em um estágio avançado da mudança da lógica de organização das cidades. Não há promessas de futuro, apenas de um presente sem esperança, sem vida. Lutar contra o imobilismo, quanto à depressão social é fundamental. Mas a reação da ordem é clara, é necessário proibir o baile funk, pois ele gera a desordem pública. Essa defesa da ordem é marca do modelo fascista de controle social. Do modelo que quer silenciar a favela, que quer impedir os jovens de expressarem sua voz, mesmo que em uma expressão cultural marcada fortemente pela barbárie de onde ela se levanta.
Proibir o baile e proibir os jovens de expandirem seus corpos, de expressarem vida através das danças, dos encontros, da voz que solta o grito, do pancadão...
Mardonio Barros
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