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Preciso Urgentemente de uma ilusão.
Sem cor, sem forma definida, apenas uma ilusão.
Pode ser de um tipo bem comum.
Não precisa de embalagem.
pode ser bem barata, encontrada no mercado negro.
Preciso de uma ilusão do tamanho do possível.
Eu a quero por um breve tempo. breve, mas necessário.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Menino
Eu vi um menino
barriga estufada, olhar de sombra.
eu vi um menino com cara de fome;
idade incerta, futuro também.
ninguem parecia enchegar,
ninguem alcaçava sua dor.
menino invisível
menino encomodo
"melhor não olhar", diziam uns.
"é bandido!" , diziam outros.
mas era apenas menino,
meninos triste,
menino só.
barriga estufada, olhar de sombra.
eu vi um menino com cara de fome;
idade incerta, futuro também.
ninguem parecia enchegar,
ninguem alcaçava sua dor.
menino invisível
menino encomodo
"melhor não olhar", diziam uns.
"é bandido!" , diziam outros.
mas era apenas menino,
meninos triste,
menino só.
POESIA É COMO NUVEM
Poesia é como nuvem, fica no alto de nossas cabeças;
Nuvem tem mil formas e mil possibilidades de interpretação.
Nuvem é leve, poesia também.
Quando poesia transforma-se em chuva inunda nosso ser, nos deixa encharcados de sentimentos e sensações.
Poesia é branca, escura, grande, pequena e fica lá no céu.
Poesia voa percorrendo o mundo, e quando vira chuva faz chorar,
Quando vira revolução muda o mundo.
Quando vira água mata a sede.
Nuvem tem mil formas e mil possibilidades de interpretação.
Nuvem é leve, poesia também.
Quando poesia transforma-se em chuva inunda nosso ser, nos deixa encharcados de sentimentos e sensações.
Poesia é branca, escura, grande, pequena e fica lá no céu.
Poesia voa percorrendo o mundo, e quando vira chuva faz chorar,
Quando vira revolução muda o mundo.
Quando vira água mata a sede.
PEÇO LICENÇA PARA A POESIA
Eu me importo, não sou indiferente.
Queria saber como foi seu dia,
E saber quantos sorrisos foi capaz de dar.
Queria fazer você sorrir mil sorrisos por dia até a alegria reinar
Os detalhes de sua vida são para mim materia interessante.
Queria poder encontar você ao despertar do sono,
Queria seu corpo junto ao meu corpo sem divisórias, sem limites.
Eu me importo, não sou indiferente ao teu cotidiano e as tuas necessidades.
Queria poder ocupar os bucacos deixados pela tua ausência, mas não posso, não é possível
O espaço que ocupa em meus pensamentos é teu e de mais ninguém.
Só teu sorriso, teu olhar, e tua presença são capazes de ocupar a minha vida.
Queria te dizer palavras que ajudassem a te convencer a me amar tanto quanto eu te amo, e que sua vida se entrelaçasse na minha para nunca mais soltar.
Queria ouvir teus passos adentrando nossa casa....talvez se eu gritasse, talvez se eu soubesse como, mas não sei.
Eu me importo, não sou indiferente...
Queria saber como foi seu dia,
E saber quantos sorrisos foi capaz de dar.
Queria fazer você sorrir mil sorrisos por dia até a alegria reinar
Os detalhes de sua vida são para mim materia interessante.
Queria poder encontar você ao despertar do sono,
Queria seu corpo junto ao meu corpo sem divisórias, sem limites.
Eu me importo, não sou indiferente ao teu cotidiano e as tuas necessidades.
Queria poder ocupar os bucacos deixados pela tua ausência, mas não posso, não é possível
O espaço que ocupa em meus pensamentos é teu e de mais ninguém.
Só teu sorriso, teu olhar, e tua presença são capazes de ocupar a minha vida.
Queria te dizer palavras que ajudassem a te convencer a me amar tanto quanto eu te amo, e que sua vida se entrelaçasse na minha para nunca mais soltar.
Queria ouvir teus passos adentrando nossa casa....talvez se eu gritasse, talvez se eu soubesse como, mas não sei.
Eu me importo, não sou indiferente...
terça-feira, 6 de julho de 2010
Eu não gosto de Best-seler!
por Mardonio Barros
"O espetáculo submete para si os homens
vivos, na medida em que a economia já os
submeteu totalmente. Ele não é nada
mais do que a economia desenvolvendo-se para
si própria. É o reflexo fiel da produção das
coisas, e a objetivação infiel dos produtores."(A Sociedade do Espetáculo - Guy Debord)
Dizer Eu não gosto de Best-seler! Pode parecer uma definição dura, ressentida e ignorante da realidade. Vou me dar o luxo e\ou o direito de ser\ou parecer ser antipático. Fico muito preocupado com os rumos que a vida está tomando. Os desenvolvimentos das forças produtivas, das técnicas têm representado a busca quantificadora de acumulo de espetáculos. Calculamos o sucesso ou o fracasso pelos números, temos uma existência medida. Se um evento é bom, ele deve lotar, ou seja, ele deve ser consumido por um número elevado pessoas. Se um livro é bom, ele deve vender milhões, virar filme, etc. Se somos pessoas de sucesso, nós devemos ter muitos amigos e amores devidamente quantificados em nossas redes sociais virtuais.
A lógica da acumulação capitalista passa para as demais esferas da vida. A mercantilização da vida é a imposição da lógica mercantil, que acaba enraizando-se em outras dimensões de nossa vida.
Vivemos em uma sociedade em que a mercadoria, o valor de troca, e a indiferença reinam. Ao acordar todos os dias fico pensando que a nossa vida parece a vida de Truman, do Filme “O Show de Truman”, ou seja, uma realidade espetacularizada, descolada da realidade, controlada, mercantilizada, racionalizada e medida pelo mercado.
Eu não gosto de Best-seler! Não dos livros, mas o que isso significa para o mundo das artes. O Best-seler é para a literatura o que os blockbusters são para a indústria do cinema. A produção de livros segue uma receita de sucesso, que combina certo talento, com um bom marketing. A qualidade vai importar, mas o que é central é se o produto tem aceitação no mercado, se é uma mercadoria vendável.
Existe uma máxima do mercado que é a de que um produto vende quando ele é bom, e se é bom, ele vende. Será? A qualidade estética é discutível, mas quem define quem vende e quem não vende? Quem controla os meios de produção e distribuição da cultura? Onde os filmes são exibidos? Como eles chegam a nossas mãos? Como ficamos sabendo deles? Revistas como a Veja publicam em suas páginas um ranking dos livros mais vendidos, não é de obras de relevância estética, pois não está em questão debater o conteúdo a forma, apenas o nível e potencial de vendagem. São melhores porque vendem mais, e vender mais se torna um elemento definidor de qualidade literária e estética.
Vivemos um novo tempo, um tempo de grande desenvolvimento das técnicas e das tecnologias. Um momento de grande acumulo de capital e de conhecimento, mas um dos momentos mais pobres de realizações livres, e de criações significativa. A linguagem perde sua vitalidade, mesmo existindo muitos caminhos para seguir, pois os caminhos são controlados pela forma dominante. Para a linguagem ter expressividade é necessário ter encantamento, ter liberdade para expressar a vida que pulsa em nós. Essa realidade de produção cultural tem produzido uma crise de criatividade, que se pauta nos modelos que estão dando certo, ou seja, vendendo.
A sociedade do espetáculo é uma realidade que se amplifica a cada dia. As sensações, a existência e as experiências passam a ser mediadas pela lógica do espetáculo, que é a lógica da economia capitalista.
As obras de arte perdem o foco na sua existência social, e ganham uma embalagem hermeticamente fechada com o selo de mercadoria vendável. Os filmes, os livros, as peças de teatro, a dança, tudo se torna objeto de consumo (mercadoria), que para ser consumido necessita estar adequado à ordem da produção de valor entendido dentro da racionalidade capitalista.
O isolamento e a solidão fazem parte da dinâmica da sociedade do espetáculo. A separação do trabalhador de sua criação, e a submissão do trabalho à produção de mercadorias são facetas do atual estágio que a sociedade humana encontra-se. Nossas relações são cada vez mais mediadas. Os meios de comunicação que são possibilidade de aproximar mostram-se contraditoriamente como instrumentos que contribuem para nos localizar no campo de isolamento, nos colocando como espectadores. Quanto mais contemplamos o espetáculo da vida, menos vivemos, quanto menos vivemos menos conseguimos descobrir o que nos toca, e quais são os nossos próprios desejos.
O processo de reificação da espécie está em pleno curso, cada vez mais nos tornamos coisas, em um processo radicalizado da reificação e mercantilização da vida.
A televisão, o computador são instrumentos promotores de enclausuramento, devido sua capacidade de criar a idéia de que estamos vivendo, e encontrando pessoas. Procuramos nossas paixões via internet, em salas de bate-papo, e através de outros recursos e espaços virtuais. Passamos mais tempo simulando o encontro, do que encontrando as pessoas. A comunicação ganha uma centralidade maior do que em outros momentos da história. Vivemos uma realidade bem singular, no que se refere a experiência existencial e a centralidade da comunicação no estabelecimento das relações.
O desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação é movido em grande medida pela necessidade do capital de ampliar as possibilidades de acumulação e reprodução, que se tornam possíveis pela maior mobilidade dada aos fluxos de capital.
Os meios e as técnicas são portadores do isolamento, e da individualização que são mecanismos necessários para a manutenção da ordem capitalista. Computadores, carros, televisões, são algumas das tecnologias que podemos identificar o caráter individualista e individualisador.
A sociedade do espetáculo é uma sociedade adoecida, confinada e desconfiada, que produz relações calcadas no medo e no recalque. As relações que vivemos são produtoras do medo. O isolamento dificulta na produção de experiências mais complexas e ativas, e de conexões mais inteiras com a realidade.
O sonho de libertação se vincula ao sonho do sucesso, a liberdade vira a possibilidade de sucesso, que só é possível dentro das normas já definidas pelo mercado. Estamos sujeitos as possibilidades e ao desenvolvimento da gestão das cosias. A gestão das coisas leva em consideração as suas necessidades, e as suas necessidades não são as necessidades humanas.
O mal-estar que a sociedade contemporânea sente é resultado, em grande medida, deste apartamento das coisas, pela criação da vida como espetáculo. A realidade vivida pelas pessoas é diferente da realidade apresentada\espetacularizada, a realidade apresentada torna-se a realidade desejada pelas pessoas, a diferença entre realidade projetada e a realidade em si causa a sensação de frustração, de impotência diante da vida. As mulheres têm seus corpos refeitos em programas de computador, a realidade é aperfeiçoada nas imagens, as imagens do espetáculo são sempre distantes das possibilidades reais, e mais próximas das necessidades mercantis. A cirurgia plástica, o fotoshop, a calcinha e sutiã com enchimento, as drogas licitas e ilícitas são alguns dos meios que utilizamos para construir uma realidade espetacularizada, ou para fugir dela.
Eu não gosto de Best-seler! Por ser expressão bem acabada da sociedade do espetáculo, por transformar as obras em mercadoria. O best-seler é a reprodução e invenção do sucesso, e o sucesso aqui está calcado no sucesso de venda, e isso produz uma crise na produção de novidade, de coisas que tenham relevância estética e social. Uma arte engajada deve estar comprometida com a liberdade e com a libertação, com as necessidades humanas, com a vida e com a beleza. Devemos produzir uma arte com sentido, que possa humanizar as pessoas e as coisas, uma cultura contra a barbárie.
"O espetáculo submete para si os homens
vivos, na medida em que a economia já os
submeteu totalmente. Ele não é nada
mais do que a economia desenvolvendo-se para
si própria. É o reflexo fiel da produção das
coisas, e a objetivação infiel dos produtores."(A Sociedade do Espetáculo - Guy Debord)
Dizer Eu não gosto de Best-seler! Pode parecer uma definição dura, ressentida e ignorante da realidade. Vou me dar o luxo e\ou o direito de ser\ou parecer ser antipático. Fico muito preocupado com os rumos que a vida está tomando. Os desenvolvimentos das forças produtivas, das técnicas têm representado a busca quantificadora de acumulo de espetáculos. Calculamos o sucesso ou o fracasso pelos números, temos uma existência medida. Se um evento é bom, ele deve lotar, ou seja, ele deve ser consumido por um número elevado pessoas. Se um livro é bom, ele deve vender milhões, virar filme, etc. Se somos pessoas de sucesso, nós devemos ter muitos amigos e amores devidamente quantificados em nossas redes sociais virtuais.
A lógica da acumulação capitalista passa para as demais esferas da vida. A mercantilização da vida é a imposição da lógica mercantil, que acaba enraizando-se em outras dimensões de nossa vida.
Vivemos em uma sociedade em que a mercadoria, o valor de troca, e a indiferença reinam. Ao acordar todos os dias fico pensando que a nossa vida parece a vida de Truman, do Filme “O Show de Truman”, ou seja, uma realidade espetacularizada, descolada da realidade, controlada, mercantilizada, racionalizada e medida pelo mercado.
Eu não gosto de Best-seler! Não dos livros, mas o que isso significa para o mundo das artes. O Best-seler é para a literatura o que os blockbusters são para a indústria do cinema. A produção de livros segue uma receita de sucesso, que combina certo talento, com um bom marketing. A qualidade vai importar, mas o que é central é se o produto tem aceitação no mercado, se é uma mercadoria vendável.
Existe uma máxima do mercado que é a de que um produto vende quando ele é bom, e se é bom, ele vende. Será? A qualidade estética é discutível, mas quem define quem vende e quem não vende? Quem controla os meios de produção e distribuição da cultura? Onde os filmes são exibidos? Como eles chegam a nossas mãos? Como ficamos sabendo deles? Revistas como a Veja publicam em suas páginas um ranking dos livros mais vendidos, não é de obras de relevância estética, pois não está em questão debater o conteúdo a forma, apenas o nível e potencial de vendagem. São melhores porque vendem mais, e vender mais se torna um elemento definidor de qualidade literária e estética.
Vivemos um novo tempo, um tempo de grande desenvolvimento das técnicas e das tecnologias. Um momento de grande acumulo de capital e de conhecimento, mas um dos momentos mais pobres de realizações livres, e de criações significativa. A linguagem perde sua vitalidade, mesmo existindo muitos caminhos para seguir, pois os caminhos são controlados pela forma dominante. Para a linguagem ter expressividade é necessário ter encantamento, ter liberdade para expressar a vida que pulsa em nós. Essa realidade de produção cultural tem produzido uma crise de criatividade, que se pauta nos modelos que estão dando certo, ou seja, vendendo.
A sociedade do espetáculo é uma realidade que se amplifica a cada dia. As sensações, a existência e as experiências passam a ser mediadas pela lógica do espetáculo, que é a lógica da economia capitalista.
As obras de arte perdem o foco na sua existência social, e ganham uma embalagem hermeticamente fechada com o selo de mercadoria vendável. Os filmes, os livros, as peças de teatro, a dança, tudo se torna objeto de consumo (mercadoria), que para ser consumido necessita estar adequado à ordem da produção de valor entendido dentro da racionalidade capitalista.
O isolamento e a solidão fazem parte da dinâmica da sociedade do espetáculo. A separação do trabalhador de sua criação, e a submissão do trabalho à produção de mercadorias são facetas do atual estágio que a sociedade humana encontra-se. Nossas relações são cada vez mais mediadas. Os meios de comunicação que são possibilidade de aproximar mostram-se contraditoriamente como instrumentos que contribuem para nos localizar no campo de isolamento, nos colocando como espectadores. Quanto mais contemplamos o espetáculo da vida, menos vivemos, quanto menos vivemos menos conseguimos descobrir o que nos toca, e quais são os nossos próprios desejos.
O processo de reificação da espécie está em pleno curso, cada vez mais nos tornamos coisas, em um processo radicalizado da reificação e mercantilização da vida.
A televisão, o computador são instrumentos promotores de enclausuramento, devido sua capacidade de criar a idéia de que estamos vivendo, e encontrando pessoas. Procuramos nossas paixões via internet, em salas de bate-papo, e através de outros recursos e espaços virtuais. Passamos mais tempo simulando o encontro, do que encontrando as pessoas. A comunicação ganha uma centralidade maior do que em outros momentos da história. Vivemos uma realidade bem singular, no que se refere a experiência existencial e a centralidade da comunicação no estabelecimento das relações.
O desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação é movido em grande medida pela necessidade do capital de ampliar as possibilidades de acumulação e reprodução, que se tornam possíveis pela maior mobilidade dada aos fluxos de capital.
Os meios e as técnicas são portadores do isolamento, e da individualização que são mecanismos necessários para a manutenção da ordem capitalista. Computadores, carros, televisões, são algumas das tecnologias que podemos identificar o caráter individualista e individualisador.
A sociedade do espetáculo é uma sociedade adoecida, confinada e desconfiada, que produz relações calcadas no medo e no recalque. As relações que vivemos são produtoras do medo. O isolamento dificulta na produção de experiências mais complexas e ativas, e de conexões mais inteiras com a realidade.
O sonho de libertação se vincula ao sonho do sucesso, a liberdade vira a possibilidade de sucesso, que só é possível dentro das normas já definidas pelo mercado. Estamos sujeitos as possibilidades e ao desenvolvimento da gestão das cosias. A gestão das coisas leva em consideração as suas necessidades, e as suas necessidades não são as necessidades humanas.
O mal-estar que a sociedade contemporânea sente é resultado, em grande medida, deste apartamento das coisas, pela criação da vida como espetáculo. A realidade vivida pelas pessoas é diferente da realidade apresentada\espetacularizada, a realidade apresentada torna-se a realidade desejada pelas pessoas, a diferença entre realidade projetada e a realidade em si causa a sensação de frustração, de impotência diante da vida. As mulheres têm seus corpos refeitos em programas de computador, a realidade é aperfeiçoada nas imagens, as imagens do espetáculo são sempre distantes das possibilidades reais, e mais próximas das necessidades mercantis. A cirurgia plástica, o fotoshop, a calcinha e sutiã com enchimento, as drogas licitas e ilícitas são alguns dos meios que utilizamos para construir uma realidade espetacularizada, ou para fugir dela.
Eu não gosto de Best-seler! Por ser expressão bem acabada da sociedade do espetáculo, por transformar as obras em mercadoria. O best-seler é a reprodução e invenção do sucesso, e o sucesso aqui está calcado no sucesso de venda, e isso produz uma crise na produção de novidade, de coisas que tenham relevância estética e social. Uma arte engajada deve estar comprometida com a liberdade e com a libertação, com as necessidades humanas, com a vida e com a beleza. Devemos produzir uma arte com sentido, que possa humanizar as pessoas e as coisas, uma cultura contra a barbárie.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Palavreando com o encontro, e encontrando com a palavra.
Para realizar um bom encontro é preciso vestir-se com humanidade
É preciso abrir a guarda, e cuidar da ansiedade
Para produzir um bom encontro tem que ter coragem, tem que se atritar, perceber os limites do corpo, e ver até onde ele pode chegar.
Um bom encontro se produz com generosidade para compreender e para ensinar. Ouvidos e coração abertos para escutar.
Um bom encontro leva tempo. Tempo necessário, e não cronometrável, medido, calculado.
Para fazer um bom encontro é necessário deixa o coração leve, e ter muita fé, pois o encontro é fruto da esperança na humanidade.
Os bons encontros são feitos da transformação da solidão em companheirismo, do medo em confiança, do ressentimento em alegria, da opressão em liberdade.
A vida moderna e a pós-moderna têm como marca o refinamento das formas de opressão e controle, pelo recrudescimento das ações do estado de exceção, e pelo cultivo do medo.
A lógica do trabalho submisso a reprodução das mercadorias e do lucro deixam de fora os desejos mais íntimos e reais. A realidade se transforma em uma fragmentação de desejos de consumo. Os sonhos são roubados. Resta-nos pouco do céu...
Hoje pensava sobre uma frase angular que diz que “se os canalhas\escrotos voassem, nós não conseguiríamos ver o céu”. De certa forma, há muitos de nós que não conseguimos ver o céu, sufocados pelos babacas da ordem e do progresso do capital.
Nossa juventude pobre tem sofrido um processo de criminalização e encarceramento brutal. Em sua maioria ligada à venda e consumo de drogas ilícitas. Uma economia totalmente integrada com a lógica geral da produção de mercadoria, e uma das válvulas de escape para a lógica reificante do sociometabolismo do capitalismo, que se torna cada vez mais insuportável enfrentar com a “cara limpa”.
Se nós ficarmos atentos, poderemos escutar o ranger dos dentes e os gritos de socorro que dos oprimidos pelo mundo contemporâneo. Nas ruas, caras pálidas caminhando sem muito saber pra onde vão. Sou uma dessas... Só a empatia é capaz de nos transportar para perto da dor do outro, para dentro do mundo que compartilhamos, e sentir que há algo errado, mas que há coisas que nos fazem continuar, pois a vida é totalidade.
O que as novas gerações pós- queda do Muro de Berlim e do padrão de acumulação fordista tem feito? O que a geração da internet, do computador, da genética, da nanotecnologia tem feito para melhor o mundo? O que a ciência tem produzido para melhora as condições de via? Não falo de medicamentos de tarja preta, nem de transgênicos, ou medicamentos diversos, mas de ações e invenções que visem à prevenção do adoecimento, e não o lucrar com ele.
Hiroshima, Nagasaki. Boom!!!! Bomba atômica. Depois pesticidas. Temos uma herança maldita, que temos que nos livrar, não com o apagamento, nem com o auto-flagelamento, mas com um olhar crítico e transformador, para não reproduzirmos os mesmos erros das gerações passadas. É bom saber que mesmo assim não estamos livres disso, portanto devemos lutar com o otimismo que vem da possibilidade e da necessidade de vivermos em um mundo melhor.
Devemos nos deixar afetar pelos outros, pelos carinhos, pelas dores alheias. As máquinas não podem construir uma sociedade melhor. Essa é nossa tarefa. Acredito que devemos aperfeiçoar nossos corações para sentirmos as vibrações do mundo, aperfeiçoar nossos braços para abraçarem melhor, mais confortavelmente, e mais verdadeiramente.
A tarefa de nosso século é reinventar nossa humanidade, pois os séculos de hegemonia do capital e da desigualdade têm usurpado à alegria, a esperança, e a liberdade dos homens e mulheres.
Mardonio Barros
É preciso abrir a guarda, e cuidar da ansiedade
Para produzir um bom encontro tem que ter coragem, tem que se atritar, perceber os limites do corpo, e ver até onde ele pode chegar.
Um bom encontro se produz com generosidade para compreender e para ensinar. Ouvidos e coração abertos para escutar.
Um bom encontro leva tempo. Tempo necessário, e não cronometrável, medido, calculado.
Para fazer um bom encontro é necessário deixa o coração leve, e ter muita fé, pois o encontro é fruto da esperança na humanidade.
Os bons encontros são feitos da transformação da solidão em companheirismo, do medo em confiança, do ressentimento em alegria, da opressão em liberdade.
A vida moderna e a pós-moderna têm como marca o refinamento das formas de opressão e controle, pelo recrudescimento das ações do estado de exceção, e pelo cultivo do medo.
A lógica do trabalho submisso a reprodução das mercadorias e do lucro deixam de fora os desejos mais íntimos e reais. A realidade se transforma em uma fragmentação de desejos de consumo. Os sonhos são roubados. Resta-nos pouco do céu...
Hoje pensava sobre uma frase angular que diz que “se os canalhas\escrotos voassem, nós não conseguiríamos ver o céu”. De certa forma, há muitos de nós que não conseguimos ver o céu, sufocados pelos babacas da ordem e do progresso do capital.
Nossa juventude pobre tem sofrido um processo de criminalização e encarceramento brutal. Em sua maioria ligada à venda e consumo de drogas ilícitas. Uma economia totalmente integrada com a lógica geral da produção de mercadoria, e uma das válvulas de escape para a lógica reificante do sociometabolismo do capitalismo, que se torna cada vez mais insuportável enfrentar com a “cara limpa”.
Se nós ficarmos atentos, poderemos escutar o ranger dos dentes e os gritos de socorro que dos oprimidos pelo mundo contemporâneo. Nas ruas, caras pálidas caminhando sem muito saber pra onde vão. Sou uma dessas... Só a empatia é capaz de nos transportar para perto da dor do outro, para dentro do mundo que compartilhamos, e sentir que há algo errado, mas que há coisas que nos fazem continuar, pois a vida é totalidade.
O que as novas gerações pós- queda do Muro de Berlim e do padrão de acumulação fordista tem feito? O que a geração da internet, do computador, da genética, da nanotecnologia tem feito para melhor o mundo? O que a ciência tem produzido para melhora as condições de via? Não falo de medicamentos de tarja preta, nem de transgênicos, ou medicamentos diversos, mas de ações e invenções que visem à prevenção do adoecimento, e não o lucrar com ele.
Hiroshima, Nagasaki. Boom!!!! Bomba atômica. Depois pesticidas. Temos uma herança maldita, que temos que nos livrar, não com o apagamento, nem com o auto-flagelamento, mas com um olhar crítico e transformador, para não reproduzirmos os mesmos erros das gerações passadas. É bom saber que mesmo assim não estamos livres disso, portanto devemos lutar com o otimismo que vem da possibilidade e da necessidade de vivermos em um mundo melhor.
Devemos nos deixar afetar pelos outros, pelos carinhos, pelas dores alheias. As máquinas não podem construir uma sociedade melhor. Essa é nossa tarefa. Acredito que devemos aperfeiçoar nossos corações para sentirmos as vibrações do mundo, aperfeiçoar nossos braços para abraçarem melhor, mais confortavelmente, e mais verdadeiramente.
A tarefa de nosso século é reinventar nossa humanidade, pois os séculos de hegemonia do capital e da desigualdade têm usurpado à alegria, a esperança, e a liberdade dos homens e mulheres.
Mardonio Barros
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Transporte urbano: uma luta de todos conta todos.
por Mardonio Barros
Nos Terminais de Ônibus, ou em algum ponto de ônibus da capital cearense, no horário de pico, é comum encontrar grande aglomeração de pessoas. Fila que se desfaz à medida que os veículos vão se aproximando. A parada do ônibus é o sinal para a largada das pessoas. Começa o empurra-empurra, a correria. Vemos o cenário de uma luta diária pelo direito de entrar no ônibus, pela possibilidade de sentar até o seu destino final, ou simplesmente para não chegar atrasado no trabalho. Motivações diversas, mas o resultado é sempre o mesmo, uma violência cotidiana, que brutaliza nossas relações. Depois de intensa luta, as pessoas conseguem o paraíso de um ônibus lotado, e sem nenhum conforto. O calor toma conta do ambiente, irritando ainda mais as pessoas.
Esse quadro do transporte público da capital cearense é absurdo, um atentado diário ao bem estar da população. É necessário mais investimento, e políticas resultem em soluções para este grave problema. Mais ônibus e maiores, mais conforto (ar condicionado, ônibus mais vagos, com maior oferta nas linhas), mais linhas, um sistema de integração eficiente e leve, ruas seguras para o tráfego dos veículos (sem buracos, com boa sinalização), qualificação dos profissionais para melhor atender a população, e investimentos em outros meios de transporte público, tais como metrô e trem são algumas ações que podem contribuir para a melhoria dos transportes públicos em fortaleza, e para a redução de veículos individuais nas ruas, pois esses ajudam a elevar os níveis de poluição, violência no transito, e o estrangulamento das vias.
A cidade de fortaleza não dispõe de um sistema de transporte, o que temos são meio de transporte público, não encontramos diversidade nos meios, nem tão pouco um modelo que seja eficiente para atender as necessidades da metrópole cearense.
Nos Terminais de Ônibus, ou em algum ponto de ônibus da capital cearense, no horário de pico, é comum encontrar grande aglomeração de pessoas. Fila que se desfaz à medida que os veículos vão se aproximando. A parada do ônibus é o sinal para a largada das pessoas. Começa o empurra-empurra, a correria. Vemos o cenário de uma luta diária pelo direito de entrar no ônibus, pela possibilidade de sentar até o seu destino final, ou simplesmente para não chegar atrasado no trabalho. Motivações diversas, mas o resultado é sempre o mesmo, uma violência cotidiana, que brutaliza nossas relações. Depois de intensa luta, as pessoas conseguem o paraíso de um ônibus lotado, e sem nenhum conforto. O calor toma conta do ambiente, irritando ainda mais as pessoas.
Esse quadro do transporte público da capital cearense é absurdo, um atentado diário ao bem estar da população. É necessário mais investimento, e políticas resultem em soluções para este grave problema. Mais ônibus e maiores, mais conforto (ar condicionado, ônibus mais vagos, com maior oferta nas linhas), mais linhas, um sistema de integração eficiente e leve, ruas seguras para o tráfego dos veículos (sem buracos, com boa sinalização), qualificação dos profissionais para melhor atender a população, e investimentos em outros meios de transporte público, tais como metrô e trem são algumas ações que podem contribuir para a melhoria dos transportes públicos em fortaleza, e para a redução de veículos individuais nas ruas, pois esses ajudam a elevar os níveis de poluição, violência no transito, e o estrangulamento das vias.
A cidade de fortaleza não dispõe de um sistema de transporte, o que temos são meio de transporte público, não encontramos diversidade nos meios, nem tão pouco um modelo que seja eficiente para atender as necessidades da metrópole cearense.
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